SÍndrome Da Dor Fêmoro-patelar: Relato De Discrepância De ângulo Quadriciptal E Proposta De Tratamento

Daniel Tassinari Felber, Elaine Alegre Bueno, Pâmela Pissolato Schopf, Lilian Pinto Teixeira, Eloá Ferreira Yamada

Resumo


INTRODUÇÃO: A Síndrome da dor fêmoro-patelar (SDFP) está entre as disfunções mais comuns da articulação do joelho. Representando 25% das lesões de joelho, incidindo principalmente no sexo feminino, tanto em indivíduos sedentários como atletas. O sintoma mais comum é a dor em região peri e retro patelar após longos períodos sentada ou após atividades de esforço em membros inferiores. Dentro das alterações biomecânicas que levam a SDFP, estão incluídas: o desequilíbrio nos músculos do quadríceps, aumento no ângulo Quadriciptal (Q), mau alinhamento patelar, traumas locais, sobrecarga repetitiva da articulação. É fundamental para o tratamento, a realização de fisioterapia, sendo esta, a ciência que estuda o movimento, diagnostica, previne e trata os distúrbios cinético-funcionais, pode propor um plano de tratamento para alívio da dor e recuperação dessa disfunção musculoesquelética. OBJETIVOS: Avaliar e apresentar uma proposta de tratamento fisioterapêutico para paciente praticante de futebol amador com diagnóstico de SDFP. MÉTODOS: A anamnese, avaliação, marcação e tomada de medidas, foram todas realizadas pelo mesmo examinador. Foram obtidos os dados de identificação, seguido de criteriosa avaliação postural da paciente, com inspeção e palpação de estruturas musculares e ósseas, avaliação do grau de dor por meio da Escala Visual Analógica (EVA), medida do ângulo Q com auxílio de fita métrica e goniômetro universal, e questionário de capacidade funcional de Lysholm. RESULTADOS: A história da doença atual evidenciou trauma em queda gerando um corte de três cm no joelho afetado, necessitando seis pontos no local, o fato pode ter contribuído para a alteração. Foram observadas no exame clínico alterações posturais, como anteversão pélvica, hiperextensão de joelho bilateral e rotação interna da perna direita, além de alteração de ângulo tibiotársico e nos valores de ângulo Q. A dor da paciente encontrava-se como moderada (EVA=5). Quanto ao valor de ângulo Q, a literatura relata que variações entre 10° e 15° estão dentro da normalidade para ambos os sexos, sendo considerada como discrepância normal a variação de até 3º, na paciente foi encontrada uma diferença de 12°. Escala de contagem de Lysholm com pontuação de 48 (escore

Palavras-chave


Síndrome da Dor Femoropatelar; Alterações Biomecânicas; Fisioterapia

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