v. 4, n. 2 (2018)

Dossiê: Multimundos - Conhecimento, Saberes e modos de comunicação,

Apresentamos aos leitores e leitoras da Revista Missões, o dossiê: Multimundos- Conhecimento, Saberes e modos de comunicação, com a proposta de intensificar odebate, com pesquisadores da América Latina, Europa e África. Esses encontros desaberes, de um lado nos provocam, de outro lado, evidenciam as problemáticas e astensões mais urgentes do mundo contemporâneo e, podem resultar, a partir dos olharesatentos, as transformações que se apresentam em diversos lugares, contextos erealidades.Muito se fala, por exemplo, dos avanços das mídias sociais digitais, bem comoda ampliação de espaços não formais de educação, que vem garantindo a circulação deinformação, conteúdos e narrativas, aliados à ubiquidade de processos audiovisuais.Como nos alerta Baitello Júnior (2014, p. 64), esses recursos são novas formas deescrita, pois “há muito tempo as imagens declararam sua independência do mundo davida e das coisas. E tentam nos seduzir a nos transferir para lá. A sua sedução conta comum poderoso aliado, a extenuação dos nossos olhos diante de seu insistente apelo”.O apelo e a sedução das dimensões imagéticas são dinâmicas contínuas, aindamais com os recursos tecnológicos e as plataformas de fácil acesso e disponíveis aoscidadãos. Vigora em nossos dias, uma visão positiva de que a produção doconhecimento científico se fortalece, e muito, em função, da ampliação das plataformasdigitais que, quando acionadas, podem aliar a teoria à prática. Na proposta do Grupo dePesquisa Multimundos, o intuito é provocar, inquietar e motivar os pesquisadores, osestudantes, os profissionais e a comunidade em geral a valorizar a criatividade e asartes, a produção do conhecimento, os saberes populares, a partilha, as interações e asolidariedade com o outro, pautado no trabalho em rede e colaborativo.Rede, aqui, deve ser compreendida na perspectiva de Castells (2015), conjuntode nós interconectados. Ou seja, os pesquisadores que fazem parte do Multimundos são,cada um deles, um nó dentro da rede é um nó e sua função e significado dependem dosprogramas, desenvolvimento das pesquisas e a capacidade de interagir com outrosintegrantes na rede e fora dela. É o que expressa a capa desta edição, criada por TaisRighi dos Santos, que conecta pesquisadores e mostra também as possibilidades deincluir parceiros de outros países.A dimensão internacional, marcada pela presença de pesquisadores de váriasregiões e países, articula com o pensamento de Castells (2015, p. 66). Ele alerta sobre a
importância de um nó na configuração da rede “todos os nós de uma rede sãonecessários para o desempenho” e, vez ou outra, é preciso reconfigurar, inserir novosintegrantes e outros podem deixar de fazer parte da rede, entretanto, deve estar cienteque “a rede é a unidade, não o nodo”.Nesta perspectiva de trabalho em rede, numa proposta de cooperação, propõe-secompartilhar experiências com pesquisadores, não apenas em eventos, congressos esimpósios das áreas especificas, com pesquisas consolidadas ou em processos deexecução, mas, sobretudo, com grupos interdisciplinares e interculturais, que atuam noprocesso de construção de uma pesquisa, em sua configuração, reconfigurações,definições de procedimentos metodológicos, conduções aprofundadas e análises deresultados. A proposta do Multimundos é compreender a pesquisa na suaprocessualidade, visando diálogo entre pesquisadores, trabalho em rede, garantindotrocas e socializações de conhecimentos.Articular estudos de pesquisa em rede é fundamental nos nossos dias, muitoem função, da mobilidade, mobilização e estímulo à curiosidade. Para Freire (2005),a pesquisa pautada pela curiosidade ajuda as pessoas a perguntar, isto é, a fazer apergunta autêntica, verdadeira, certa, sem a qual não pode haver produção doconhecimento. Nesse sentido, o ser curioso toma conta do percurso e as pessoas podemcompreender que a curiosidade se traduz na leitura do mundo que precede a palavra. Ouseja, as pessoas carregam consigo arcabouços de informações, gostos, preferências,habilidades, domínios e quando estimulados se aprofundam para desvendar as narrativascontadas pelos produtos midiáticos.Diferentes mídias, produtos, experiências devem ser estudadas, diversas culturasproduzidas, com múltiplos usos e apropriações. Vale ressaltar que os estudos doMultimundos geram trocas, compartilhamentos e interações. E, nesse processo, tecer asconexões, dialogar são fatores fundamentais. Pois, “o diálogo é este encontro doshomens, mediatizados pelo mundo, para pronunciá- lo, não se esgotando, portanto, narelação eu-tu” (FREIRE, 2005, p. 91). Compreende-se, aqui, que a relação eu-tu é deabertura ao Outro, e essa abertura ocorre pela mediação da palavra, trocascomunicacionais e educacionais.Pronunciar e anunciar as experiências é dizer a palavra, na perspectiva do diálogo.Não pode ser considerado privilégio de algumas pessoas, mas é direito de todos quebuscam humanização das relações e acesso aos espaços institucionais. A propostadialógica nos permite avançar individual e coletivamente. Nesse sentido, os textos deste
dossiê nos ajudam a confrontar com as diversas experiências, produtos midiáticos ereflexões teórico-metodológicas.Abre a série de artigo “Ser livre e ser igual: a quem? propostas para umadefinição filosófica dos conceitos”, de autoria da professora Ana Catarina Pereira(UBI/Portugal). A autora explora os argumentos de Norberto Bobbio, com o intuito dedefinir o conceito de igualdade e de liberdade, buscando diálogo com os conceitos dejustiça, discriminação, e igualdade de oportunidades. Compreendendo que a luta pelaigualdade é um espaço privilegiado para eliminar as formas de superiorização dedeterminados grupos sociais. Ou seja, a exploração, a marginalização, a impotência, oimperialismo cultural e a violência são dimensões da desumanização e forças inibidorasde uma sociedade justa e igualitária.No artigo “Desafios do ensino online na África: uma experiência do curso deformação de professores da Universidade virtual africana”, a autora Nilsa AdelaideIssufo Enoque Pondja Cherinda (Universidade Eduardo Mondlane/Mocambique),argumenta sobre educação inclusiva, ressaltando a importancia de promoveroportunidades de aprendizagem nas plataformas digitais. A autora revela a necessidadede ampliação de vagas para professores qualificados em EaD, bolsas de estudo eadequações na infraestrutura. Vale ressaltar que as organizações e governos africanos seesforçam para assegurar a formação continuada dos profissionais e o acesso à educaçãoinclusiva a partir da Universidade Virtual Africana (UVA), mais existem desafios aserem superados: melhorais na conexão da internet e infraestrutura. Essas informaçõessão reveladas pela autora, uma vez que ela analisa o impacto do curso de certificado deIntegração das TICs na Matemática e Ciências, oferecido na plataforma Moodle, aestudantes de Cabo Verde e de Guiné Bissau.O professor João Carlos Correia (UBI/Portugal), no artigo “AtoresMultilingues: um mundo em tradução permanente” problematiza: é possível noatual estádio de globalização, manter uma postura crítica, dialogicamente fundada sobrea comunicação, a cultura, a linguagem e a subjetividade, sem cair na fetichização doimpacto tecnológico unilateral das redes digitais? Para isso, o autor faz uma revisão deliteratura, pautando os conceitos comunicação, cultura e sociedade e nos ilumina apensar a comunicação em dois níveis de abertura: a multiculturalidade e amultimedialidade. E, também demonstra que o universo cultural exige uma profundacompreensão estética dos espaços, códigos, sensibilidades e interações.
Já o artigo “Políticas da língua e comunicação de ciência: a importância domultilinguismo no espaço Lusófono de conhecimento”, da professora AnabelaGradim (UBI/Portugal), retrata as questões de língua e poder na expressão ecomunicação de ciência. A autora tece reflexões sobre a infraestrutura sócio-linguísticaque constitui condição de possibilidade da produção e comunicação e, a naturalizaçãode políticas da língua em torno da Ciência que se inscrevem nas estruturas de poder, porum lado mais eficientes, por outro lado, tendem à invisibilidade aos sujeitos que asadotam. A discussão parte da tematização de Bourdieu da economia das trocaslinguísticas, e da análise das estruturas sociais de poder de Foucault. Pensando a ciênciacomo constructo social na senda de Merton, Kuhn e Latour, defende-se a suapermeabilidade face às duas categorias anteriores e uma monitorização mais atenta dassuas consequências, favorecendo a diversidade linguística.Por sua vez, o artigo “A geodiversidade e geossitios locais como recursosdidacticos da educação ambiental: exemplos de Mafammbisse distrito de Dondo eEstoril Cidade da Beira Mocambique”, de autoria de Zacarias Alexandre OmbeeTelma Vasco Armando, evidenciam que na Educação Ambiental é importante o uso dopróprio ambiente para a compreensão e interiorização das interligações entre oscomponentes da Natureza e da Cultura. Os autores se apoiam em pesquisa empírica comestudantes do curso de Geografia da Uniaversidade Pedagógica-Delegação da Beira,com intuito de observar e mapear as plantas e a biodiversidade da região. Osestudantes, ao entrarem em contato com essas realidades puderam explorar osconhecimentos teóricos e vivenciar os saberes locais, atribuindo e ressignificando oambiente e as relações entre as diversidades.O artigo “A percepção sobre questões ambientais na cidade de Maputo e ocontributo dos media na educação ambiental”, conta com autorias de Suzete Buque,Sérgio Jeremias Langa e Safira Sousa Macia. Para além da percepção dos estudantes deMaputo, Moçambique sobre as questões ambientais, os autores verificam a partir dasrespostas de alunos das Escolas Secundárias Josina Machel e Lhanguene, os reaisproblemas ambientais: poluição de ar, solo, água, catástrofes, maus tratos ao meioambiente, como situações urgentes a serem resolvidos pela tomada de consciência docidadão, governos e meios de comunicação, numa articulação de atividades individuaise coletivas. As possíveis soluções, passam necessariamente, pela circulação deconteúdos com temas ambientais, nos meios de comunicação, principalmente, a TV,com forte presença nos lares, em particular a TVM; STV e TV Miramar. Constatam que
a Mídia, em Moçambique, na cidade de Maputo, precisa avançar ainda mais na temáticasobre educação ambiental para garantir a tomada de consciência e novas posturassustentáveis.A autora Elaine Pereira Rocha (UWI/Barbados) no artigo “Imigrantes chinesesno Brasil: história e memórias de família”, discute a presença de imigrantes chinesesno Brasil, a partir das memórias da família Lee/Ta Gein, que chegaram ao Brasil entreas décadas de 50 e 70. A abordagem desafia a representação dos imigrantes nahistoriografia brasileira que se concentra em estudos sobre imigrantes italianos,espanhóis, japoneses e libaneses, negligenciando a participação de imigrantes chinesesnos movimentos migratórios que marcaram a história do país a partir do último quarteldo século XIX na primeira metade do século XX. Desafia ainda a ideia de importânciaquantitativa, que atribui aos grupos de maior expressão numérica uma importânciahistórica mais relevante, ao enfatizar a micro história e a importância das memórias deimigrantes para entender a composição do tecido social brasileiro.Por sua vez, o artigo “Das ruas às estratégias comunicacionais eempreendedoras dos imigrantes senegaleses”, os autores Cristóvão Domingos deAlmeida e Felipe Ziembowicz Schreiner nos ajudam a compreender como os imigrantesque vivem em São Borja/RS, acessam e se mantem no mundo do trabalho. A partir dasatividades laborais, os autores verificam as estratégias comunicacionais desenvolvidaspelos imigrantes para promover a comercialização dos seus produtos. As dinâmicas devida dos imigrantes especialmente os senegaleses que residem no município, sãocercadas de dificuldades, processos de exclusões e preconceitos. Mesmo com essasintransigências, eles receberam acolhida, solidariedade e ajuda de algumas liderançaspara continuarem a exercer a atividade, num espaço físico, na área central da cidade,denominada de: Banca do Moro e Banca do Aziz. Como resultado, os autoresevidenciam que os imigrantes preservam as expectativas por oportunidades de empregoe geração de renda, para isso, lutam ativamente contra as indiferenças e, agem de modo,criativo e empreendedor para sobreviver e melhorar as condições de vida.No artigo “Um balanço das pesquisas obtidas no âmbito do projetojornalismo e ciência: conceitos, métodos e sua história na imprensa brasileira”, oprofessor André Chaves de Melo Silva (ECA/USP) apresenta o relato de algunsresultados das pesquisas produzidas no âmbito do Projeto Jornalismo e Ciência,desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) como professor de JornalismoCientífico e Jornalismo e Saúde. Em sua terceira fase, o projeto gerou diversas
pesquisas, desenvolvidas por orientandos de Iniciação Científica e Trabalhos deConclusão de Curso, bem como permitiu o desenvolvimento de massa crítica para oingresso na pós-graduação e para o início do processo de criação/oficialização de umgrupo de pesquisa e parcerias com outros pesquisadores.Já no artigo “A transparência no Acontecimento comunicacional”, as autorasCaroline Surdi Lanhi e Camila Bini Pereira Rosa apresentam o acontecimentocomunicacional, a partir da divulgação de fotografias sobre os centros de detenção deimigrantes ilegais nos Estados Unidos, buscando perceber se o conceito de comunicaçãoda chamada Nova Teoria da Comunicação, inaugurada por Marcondes Filho, inclui aexperiência da transparência.Os autores Henrique Esper e Luis Carlos Santis Alves no artigo “MobilizaçãoLGBTT nas redes sociais” problematizam o uso do facebook pela Ong Girassol –Amigos da Diversidade como uma das formas de tornar visíveis as lutas LGBTT+ everificam se a plataforma pode servir de espaço de mobilização e participação cidadã.As informações foram coletadas na própria página da ONG, considerando as postagens,com maior engajamento, visualização e compartilhamento. Com essas informações, osautores constataram que as publicações e as interações com seus usuários e apoiadorestêm o potencial de mobilizar, fomentar a participação e também consegue amplificar eampliar as vozes LGBTT+, muitas delas reconstruídas a partir do processo deconscientização.No artigo “Protagonismo Juvenil: dos meios tradicionais às novas mídias”,as autoras Tânia Rauber, Gracielly Soares Gomes e Juliana Santana discutem os modosde protagonismo exercido pelos jovens nas mídias. Para tanto, elas explicam e expõemas indiferenças comportamentais dos jovens com os meios de comunicação tradicionaise, as apropriações das plataformas digitais pelo segmento juvenil. Elas citam comoexemplo o YouTube, criado para facilitar o compartilhamento de vídeos online, e que setornou a plataforma de acesso democratizado e influente entre os jovens.O texto “De volta ao coletivo: caminhos, desvios e obstáculos da divulgaçãocientífica”, escrito por Luciana de Arêa Leão Borges, Benedito Dielcio Moreira,Michele Santana Silva e Reinaldo Gimenez, problematiza e nos ajuda a pensar oprocesso de construção do conhecimento partir do trabalho construído por várias mãos.Para nos mostrar que é possível atuar no coletivo, os autores desenvolveram projetos deinserção de conhecimento científico, em duas universidades públicas: UNIFESP eUFMT, discutindo a retomada, a consolidação e também reconhecendo as dificuldades.
Entretanto, apontam algumas alterantivas dentre elas, as narrativas e as linguagensemergentes como dimensões capazes de promover o engajamento das pessoas naprodução do conhecimento científico.“A cidade, a comunicação e seus espaços”, escrito por Débora Mello, FabianeKrolow, Paula Libos e José Bertoloto nos faz compreender, a partir de um brevepanorama sociohistórico que lugar é esse. Espaço que pode ser vivenciado de modosdiversos. Vigora as interações dentro de um processo humano, estético e poético. Osautores falam ainda sobre a origem da cidade, alicerçada na tradição ou no processo detransformações das paisagens através da cultura vivenciada e contextualizada. E,reforçam que, na cidade, também é lugar de provocar, debater, questionar as ações docoletivo. Daí a importância de estabelecer trocas comunicacionais, considerando ohumano, a arquiterura, as paisagens, o cotidiano, a sensibilidade e, possíveisressignificação e valorização do espaço urbano.O professor Pedro Pinto de Oliveira, no texto “Novos modos de conhecermundos”, apresenta a proposta de trabalho colaborativo em rede na construção depesquisas interdisciplinares, interculturais e a comunicação transmídia no sentido dademocratização da ciência no contexto contemporâneo. A fundamentação teórica giraem torno de comunicabilidade, acontecimento e performance. Para mostrar, de modoprático, a potência operativa da narrativa audiovisual nas inserções em dois Grupos dePesquisas (Portugal e Brasil). Evidenciando que as pesquisas transmídias se apresentamem duas dimensões: comunicação e política. A primeira diz respeito a uma novacategoria de figura pública que atua, concomitantemente, na política e no agronegócio ea segunda, trata sobre o uso dos “memes” nas campanhas eleitorais.O artigo “Educomunicação como ferramenta de reterritorialização eintersubjetividades”, de autoria das pesquisadoras Mirian Barreto Lellis, MarianaMouro e Lohaine Lohmann, apresentam a Educomunicação como ferramentaimportante no processo formativo na esfera presencial e virtual. Para isso, o presenteartigo analisa a linguagem audiovisual e a narrativa transmídia na prática de textosinformativos por alunos da escola estadual de Jangada, estado de Mato Grosso, sob aperspectiva das territorialidades como construção de subjetividades contemporâneas no“Eu-Tu”. Trata-se de um estudo que busca evidenciar características que o diálogointersubjetivo propõe por meio das novas formas de interação.Por sua vez, o texto “Cooperação Sul-Sul no campo da política externabrasileira: conceitos e práticas em construção”, de Oreste Preti e Cristiano Maciel
analisam a narrativa do discurso da Cooperação Sul-Sul (CSS), inaugurado no governodo ex-presidente Lula, como contraponto à modalidade de cooperação existente, emgovernos anteriores, marcada por uma relação vertical, do Norte com o Sul. Os autoresnos informam que o Brasil, passa de receptor para atuar como país doador não somentede recursos econômicos como de programas de políticas sociais e educacionaisconsiderados exitosos, sobretudo com países que fazem parte dos Países Africanos deLíngua Oficial Portuguesa.Para concluir o rol de artigos, “Jovens de chapa e cruz: consumo de mangáspara a produção de sentidos”, de Cleusa Albilia de Almeida que tece reflexões sobre aprodução e recepção de textos de mangá, construídos por estudantes de Cuiabá/MT. Apesquisa foi desenvolvida com jovens do ensino público técnico e superior. A basemetodológica é qualitativa, com instrumentos de observação, entrevista e grupo focal. Épossível perceber que, a leitura do mangá se configura como espaço privilegiado para sesaber os sentidos atribuídos aos textos. Isto implica falar sobre: condições de produçãoque remetem às histórias de leitura, razão das preferências por Mangá; os significadosverbais e não-verbais com intuito de realizar a circulação dos Mangás entre os jovens.Cabe agora a você, leitor e leitora, refletir e compartilhar sobre as diversastemáticas presentes neste dossiê que problematiza produtos midiáticos, experiênciaseducacionais e realidades sociais emergentes. Que a socialização dessas produções nosajude a instigar e promover outros debates, pois a ciência deve ser um projeto coletivo.Acolha os textos argumentativos como um dever de gratidão e de retribuição,comprometidos com a postura ética, científica, social e humana. Boa leitura!
Prof. Dr. Aclyse Mattos – Academia Mato-grossense de Letras e UFMT

Sumário

Artigos

Apresentação PDF
Ewerton da Silva Ferreira
SER LIVRE E SER IGUAL: A QUEM? PROPOSTAS PARA UMA DEFINIÇÃO FILOSÓFICA DOS CONCEITOS PDF
Ana Catarina Pereira
DESAFIOS DO ENSINO ONLINE NA ÁFRICA: UMA EXPERIÊNCIA DO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA UNIVERSIDADE VIRTUAL AFRICANA PDF
Nilsa Adelaide Issufo Enoque Pondja Cherinda
Atores Multilingues: um mundo em tradução permanente PDF
Jaoo Carlos Correia
Políticas da Língua e Comunicação de Ciência: a importância do multilinguismo no espaço Lusófono de conhecimento PDF
Anabela Gradim
A GEODIVERSIDADE E GEOSSITIOS LOCAIS COMO RECURSOS DIDACTICOS DA EDUCACAO AMBIENTAL Exemplos de Mafammbisse Distrito de Dondo e Estoril Cidade da Beira Mocambique PDF
Zacarias Alexandre Ombe, Telma Vasco Armando
A PERCEPÇÃO SOBRE QUESTÕES AMBIENTAIS NA CIDADE DE MAPUTO E O CONTRIBUTO DOS MEDIA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL PDF
Suzete Lourenco Buque, Sergio Jeremias Langa, Safira Souza Macia
IMIGRANTES CHINESES NO BRASIL: HISTÓRIA E MEMÓRIAS DE FAMÍLIA PDF
Elaine Pereira Rocha
Das ruas às estratégias comunicacionais e empreendedoras dos imigrantes senegaleses PDF
Cristovao Domingos ALMEIDA, Felipe Ziembowicz Schreiner
Um balanço das pesquisas obtidas no âmbito do projeto Jornalismo e ciência: conceitos, métodos e sua história na imprensa brasileira PDF
Andre Chaves Silva
A transparência no Acontecimento comunicacional PDF
Caroline Surdi Lanhi, Camila Bini Pereira Rosa
Mobilização LGBTT+ nas redes sociais PDF
Henrique Esper, Luis Carlos Santis Alves
Protagonismo Juvenil - dos meios tradicionais às novas mídias PDF
Gracielly Soares Gomes, Tânia Mara Rauber, Juliana Santana dos Santos
DE VOLTA AO COLETIVO: CAMINHOS, DESVIOS E OBSTÁCULOS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO PDF
Benedito Dielcio Moreira, Luciana de Arêa Leão Borges
A cidade, a comunicação e seus espaços PDF
Paula Roberta Ramos Libos, Débora Moreira Mello, Fabiane Krolow, José Serafim Bertoloto
NOVOS MODOS DE CONHECER MUNDOS PDF
Pedro Pinto de Oliveira
Educomunicação como ferramenta de reterritorialização e intersubjetividades PDF
Mirian Barreto Lellis, Mariana Mouro, Lohaine Lohmann
COOPERAÇÃO SUL-SUL NO CAMPO DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA: CONCEITOS E PRÁTICAS EM CONSTRUÇÃO PDF
Oreste Preti
JOVENS DE CHAPA E CRUZ: consumo de mangás para a produção de sentidos PDF
Cleusa Albilia de Almeida


ISSN: 2447-0244